Conhecendo Lisboa em 4 dias, segundo dia

Hoje vamos continuar o nosso roteiro  Conhecendo Lisboa em 4 dias. Em nosso primeiro post deste roteiro por Lisboa, conhecemos os Bairros Baixa, Alfama, Rossio, Bairro Alto. Hoje a sugestão de roteiro será a região de Belém, região dos tradicionais Pastéis de Belém. Além de ser referência pela guloseima, Belém é famosa também por abrigar o Mosteiro dos Jerônimos, tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.

Porque 4 dias para conhecer Lisboa?

Analisando os emails que recebo, percebi que o tempo médio de uma estadia em Lisboa é inferior a 2 dias. Acredito que esta cidade é maravilhosa, e as pessoas acabam ignorando o que ela tem de melhor a oferecer.

Segundo dia – Região de Belém

Belém é região dos tradicionais Pastéis de Belém. Além de ser referência pela guloseima, Belém é famosa também por abrigar o Mosteiro dos Jerônimos, tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. O monumento, construído no século XVI,  possui um estilo bem personalizado na decoração. Outro atrativo da região é a Torre de Belém, uma das construções mais conhecidas de Portugal. Próximo dali fica o Padrão dos Descobrimentos, que presta homenagem às grandes personalidades da época das navegações como Pedro Álvares Cabral e Fernão de Magalhães.

A região de Belém, é bem diferente do centro lisboeta.

É possivel chegar a Belém de varias maneiras, a partir do centro, entretanto, recomendo ir de “Eléctrico” (bonde). Pegue o eléctrico de número 15E que parte da Praça da Figueira até Algés.

Se você for tomar o bonde na Praça da Figueira, procure a placa com o número “15”. Depois é só aguardar a chegada do bonde.

Ao entrar, compre o bilhete até a “paragem” Largo Princesa (Lg. Princesa) ou, caso você já tenha o cartão (Lisboa Card, passe que dá direito a transporte e entrada grátis nas principais atrações da cidade, e o Lisboa Viva, passes de transporte para visitantes), valide nas maquinetas. O percurso dura aproximadamente 30 minutos.

Caso não tenha tomado café da manhã, recomendo muito dar uma parada no tradicionalíssimo Pastel de Belém, na Antiga Confeitaria de Belém. Esse é o original, o  único, o legítimo “Pastel de Belém” e é claro, o meu preferido. Fora desta região, o pastel deve ser chamado de Pastel de Nata, ou seja, é uma como a denominação de origem dos vinhos (DOC, etc..)

Pasteis de Belem, Entrada Pasteis de Belem, Lisboa, Portugal Foto 2

Após saborear os Pastéis de Belém, siga até o Mosteiro dos Jerônimos, ao lado direito para quem sai do Pastel de Belém.

Admire a bélissima contrução, do Mosteiro, que é estilo decorativo rebuscado Manoelino. Para entrar no Mosteiro, custa 7 euros (e inclui vista aos claustros, onde fica o túmulo do poeta Fernando Pessoa – vale  muito a pena). Você ainda (você pode fazer um combo-pacote e pagar 10 euros para visitar o Mosteiro e a Torre de Belém). A visita a Catedral é gratuita, porém, não pode ser visitada quando houver missa.

Mosteiro dos Jeronimos, Lisboa, Portugal, Foto Sébastien Bertrand

Mosteiro dos Jeronimos, Lisboa, Portugal, Foto Sébastien Bertrand

A visita à Catedral é grátis e só é interrompida nos momentos de missa. A entrada no Mosteiro é paga (6 euros, incluindo os claustros; grátis com o Lisboa Card) e é algo que não pode deixar de ser feito pelo turista.

O Mosteiro dos Jerónimos foi encomendado pelo rei D. Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia. A obra começou em 1502 e é cheia de elementos navais, fique de olho nas cordas, âncoras e peixes talhados nas colunas. Você pode saber mais um pouco desta história, aqui.

Dentro da igreja você encontrará os túmulos de grandes nomes da história portuguesa, tais como: Vasco da Gama, Camões entre outras figuras importantes.

Ao sair do Mosteiro dos Jerónimos, de uma passada na praça do Império, logo em frente, onde encontra-se o Centro Cultural Belém, o Museu do Design, o Planetário Calouste Gulbenkian, o Museu da Marinha e o Museu de Arqueologia.

Siga em frente pela rua do Museu de Design e Artes Decorativas (ou atravesse a bela Praça do Imério), e quando chegar na Av. Índia, procure a entrada subterranea para atravessar para o outro lado.

Você sairá na praça do Padrão dos Descobrimentos ou Monumento aos Descobrimentos, que tem a forma de uma caravela estilizada. D. Henrique, o Navegador, e é imenso bloco de concreto trabalhado de 54 metros de altura, que foi encomendado na época do regime de Salazar.

Padrao do Descobrimento, Foto Tiago Castro

Para subir até o topo, onde tem um mirante fantástico, você terá que desembolsar 2,5o Euros. Caso você suba até o mirante, poderá ver com bastante nitidez a Rosa dos Ventos representada no chão. No centro da Rosa dos Ventos encontra-se uma representação do mapa mundial com as datas das expedições portuguesas.

Rosa dos Ventos, Padrao do Descobrimento, Goto Leandro Neumann Ciuffo

Rosa dos Ventos, Padrao do Descobrimento, Goto Leandro Neumann Ciuffo

Na representação da caravela, nos dois lados, você encontrará estátuas de heróis portugues ligados aos descobrimentos, como: o poeta Camões, o pintor Nuno Gonçalves com uma paleta, bem como navegadores, cartógrafos e a realeza.

Se desejar, pode fazer uma pausa para almoço no restaurante chei de estilo, A Margem, que fica literalmente na margem do Tejo.

Caso contrário, siga em direção a Torre de Belém, que foi declarada patrimônio mundial da UNESCO.

Lisboa, Torre de Belem, Portugal

A Torre de Belém foi construída na era das Descobertas (quando a defensa da cidade era de extrema importância) em homenagem ao santo padroeiro da cidade, São Vicente.

Para melhorar a defesa de Lisboa, o rei João II desenhou um plano que consistia na formação de uma defesa constituída por três fortalezas junto do estuário do Tejo. Formava um triângulo, sendo que em cada ângulo se contruiría uma fortaleza: o baluarte de Cascais no lado direito da costa, a de S. Sebastião da Caparica no lado esquerdo e a Torre de Belém na água (já mandada construir por D. Manuel I).

O monumento reflete influências islâmicas e orientais, que caracterizam o estilo manuelino. Atualmente, a entrada custa 5 Euros, e vale muito a pena pagar para conhecer (lembre-se você pode ter optado por ter comprado o combo no Mosteiro, ou seja, um ingresso que permite a entrada nas duas atrações). Qualquer dúvida, acesse o site oficial (http://www.torrebelem.pt).

Este roteiro, poderá ser realizado em ordem inversa, de você assim desejar. Para isso, assim que descrer na estção Largo Princesa, vire à esquerda (em direção ao rio Tejo) e caminhe até a passarela na Av. da Índia.

No próximos post, seguiremos com minha sugestão para o terceiro dia. Se desejar, você pode ler ainda a sugestão do roteiro do primeiro dia.

[icon color=”#c0392b” size=”18px” target=”_blank” name=”moon-map”] Mapa dos lugares visitados neste dia, clique aqui para abrir o mapa.

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  1. Fabiana Cartapatti 12/10/2015

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